

ANTÚRIOSFr/Pns
As folhas dos antúrios vermelhos respiram e balançam com a brisa da tarde. O tempo está sob leve monotonia, assim o vejo e sinto, porém, as folhas dos antúrios, conversam entre si mirando a baía que parece estar tranquila sem muitos barcos à travessia. O arqueiro de bronze, milenar, estático com sua flecha não muda de lugar, tampouco esboçaria qualquer outra postura que o traga para a atualidade e/ou ao Inferno de Dante, porque dois Édens o derreteriam. Calar e não ver, hoje, faz parte do cotidiano. A Insuficiência de amor e de esperança em tempo real caminha pelos asfaltos e debruça-se sob as pedras para penitenciar o tempo e proteger a flor. A encruzilhada faz o andante seguir sequer pensa qual caminho adentrar. Tempos estranhos. edidanesi
Enviado por edidanesi em 12/02/2026
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